Animais

Porque é que o chip do teu cão não chega quando se perde

Cão rafeiro perdido sentado debaixo de um banco num parque outonal, com placa metálica com QR de MEKET na coleira

O teu cão tem microchip. Vacinado, registado, censado. Mas um dia escapa do jardim, separa-se de ti na montanha, abre-lhe a porta um estafeta. Encontra-o um vizinho, uma família a passear, alguém que o vê sozinho na estrada.

E nesse momento, o chip chega tarde.

Como funciona o chip e onde fica curto

O microchip é um cilindro de vidro do tamanho de um grão de arroz, implantado debaixo da pele do pescoço, com um código único de 15 dígitos. Para o ler é preciso um leitor de radiofrequência — o aparelho que usam veterinários e alguns abrigos. Uma vez lido, o código consulta-se na base de dados autonómica correspondente (AIAC na Catalunha, outras consoante a comunidade) e devolvem-se os dados do dono.

O sistema é obrigatório e funciona, mas tem três condicionantes:

  1. Quem encontra o cão tem de o levar a um sítio com leitor.
  2. Tem de ser horário de abertura.
  3. Os dados do dono na base de dados têm de estar actualizados.

Se o teu cão se perde num sábado à noite em zona rural, ou o encontra alguém sem carro, o chip não resolve nada até segunda-feira.

O que faz MEKET e o que NÃO faz

MEKET não substitui o chip. O chip identifica oficialmente o animal e é obrigatório por lei. MEKET é complementar: põe a tua informação de contacto na coleira, acessível ao instante por qualquer pessoa com um telemóvel.

Quem encontra o cão escaneia o QR. Vê o nome do animal, o teu telefone, instruções que tenhas deixado ("avisar antes de mexer se estiver nervoso"), informação médica se a adicionaste, e dados do veterinário de referência.

Sem app que descarregar. Sem passar por uma clínica. Sem esperar até segunda-feira.

O que tu decides que apareça

Tu escolhes campo a campo que informação é pública. Podes mostrar:

  • Nome do cão e contacto do dono.
  • Microchip e veterinário de referência.
  • Vacinas — especialmente antirrábica, vital se mordeu alguém.
  • Alergias ou medicação.
  • Passaporte europeu se viajas com ele.

A morada da tua casa não deve ir no QR — quem encontra o cão não precisa de saber onde vives, só como te telefonar.

Para que situações funciona melhor

  • Fuga do jardim ou do passeio. O vizinho que o encontra liga-te em 30 segundos.
  • Caça, caminhadas, viagens de carro. Se se separa de ti longe de casa, onde ninguém o conhece, o chip demora; o QR não.
  • Cães adoptados com historial complicado. Permite adicionar instruções específicas para quem o encontre.
  • Atropelamento. Quem o encontra pode ligar-te enquanto vais buscá-lo. E pode dar ao veterinário as alergias e a medicação ao instante, sem esperar que tu chegues nervoso a lembrá-las.

Como o configuras

O perfil de animal faz parte de MEKET+, o plano que cobre toda a tua família com uma só conta — adultos, crianças, animais e objectos. Configura-lo uma vez, geres tudo a partir do mesmo sítio.

Geras o QR do teu cão, imprimi-lo, pões-no numa placa metálica da coleira ou num autocolante na transportadora. O chip fica onde está. O QR vai por cima.

Os dois sistemas trabalham juntos — um identifica oficialmente, o outro avisa rápido.

O que NÃO precisas de fazer

  • Não tens de substituir o chip. O chip fica onde está.
  • Não tens de descarregar app, nem de ter conta de Google ou Apple para usar o QR.
  • Não tens de mudar a coleira, basta colar a placa ou a etiqueta na que já tens.

Ver MEKET+ e proteger o meu cão →

Uma só conta cobre toda a tua família. Os QR tê-los impressos e pendurados na coleira nesta mesma tarde.

← Voltar ao blog